se empolgação fosse uma musica
seria alive
se a musica fosse uma mulher
seria andrea doria
se angustia fosse uma musica
seria starway to heaven
se a musica fosse uma chuva
seria de novembro
se sol, hard sun
se a calma fosse uma musica
seria take it back
e se a tristeza virasse musica
seria um vento, lá do litoral..


(…)

se a musica fosse uma tragédia
seria johnny, jeremy..
se fosse um conto de fadas
seria metal, contra as nuvens
superação se chamaria coming back to life
e se a musica fosse filme
seria telegraph road

aos sabados, highway to hell
domingo, on every street
se fosse vida, seria de gado
se a musica fosse um marco
seria o descobrimento do brasil
se fosse um bom whisky
seria wish you were here
arrepio, seria given to fly

se a musica fosse um periodo de tempo
nao seriam nem cinco minutos guardados
e, se a musica, fosse musica
nao seria.

(que dia é hoje?)

não da tempo.

o tempo passa seco, áspero.
a chuva cheira e o filme é janela.

a musica é apenas uma forma de o tempo passar suavemente
lenine diz: “do meu olhar pra fora, o mundo é só miragem.

escrever é transcender, transpirar.
mario quintana uma vez disse, que o pior dos problemas
da gente, é que ninguem tem nada com isso.
cheio de razão.

os que vivem no raso vão sempre ter medo do fundo do mar.

uma prateleira cheia de livros
também é bonita pra quem não sabe ler.

nexo, ja não tem, faz tempo.
não da tempo.
(…)

quando voce acorda, só voce e a cama,
a parede e seus pensamentos.. quem é voce?

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“A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa.” (George Orwell)